Manual de Vida

Manual de Vida

A humanidade na Terra vem evoluindo, assim como todo o planeta. Tudo vem se transformando e evoluindo há milhares de anos. A ciência nos mostra as camadas das eras geológicas, os achados arqueológicos nos ensinam como as variadas espécies animais e humanas viveram no passado.

Tudo muda e se recicla constantemente. A natureza nos evidencia isto e com nossas vidas não é diferente. Nosso organismo de hoje não é o mesmo de ontem, tudo muda continuamente e ciclicamente em espiral infinita.

Há uma organização “invisível” nesta espiral, nessa continuidade que a ciência ainda não foi capaz de explicar. Há uma maestria, conduzindo toda a evolução numa perfeição e beleza assombrosas.

A espécie humana, embora algumas vezes possa parecer estar mais próxima à selvageria, também evolui física e moralmente. É inevitável, pois faz parte das Leis universais.

Ocorre que nossa espécie tem um diferencial em relação ao restante das espécies dos Reinos Animal, Vegetal e Mineral – o poder da escolha. Também chamado de livre arbítrio. Ah, que bênção! Mas, parece que, como o bebê que dá os primeiros passinhos cambaleantes, também estamos tropeçando muito nas nossas escolhas. Isto é normal, todo começo requer paciência para que, através de tentativas, possamos adquirir a prática.

Até aqui, nenhuma novidade. Mas, o que pode parecer força do acaso, destino, ou algo assim, o que ou quem seria o orquestrador desta natural evolução? No caso do nosso lindo planeta azul é Jesus!

O Maestro ou Arquiteto do nosso planeta está há milhões de anos, auxiliado por outros espíritos tão evoluídos quanto ele, administrando a criação e a formação da Terra, desde que era uma bola incandescente. Desde a formação dos minerais, da água, os primeiros seres unicelulares, os vegetais até os animais e hominídeos, o imenso laboratório da Criação em sido elaborado com muito Amor e planejamento.

Sabemos que muitas espécies de animais não existem mais. Sabemos que algumas espécies se transformaram – nossa própria talvez seja a que mais se transforma. E não só fisicamente, mas na inteligência e na consciência… sim, aliás a principal mudança é essa, a da nossa consciência! Até bem pouco tempo atrás, muitas noções de direitos humanos não eram sequer cogitadas! Conceitos de ecologia e preservação do meio ambiente menos ainda! A comunicação era bem menos desenvolvida e por aí vai.

Então, analisando a evolução da nossa humanidade, podemos compreender que já foi bem pior em termos de consciência. É que do nosso ponto de vista as coisas mudam muito lentamente. Mas, se pensarmos em termos de eternidade, o que são alguns milhares de anos?

A humanidade está na Terra há relativamente pouco tempo usando de seu livre arbítrio e, agora, entendendo que toda escolha tem sua inevitável consequência. Além da natureza “gritando” que muita coisa está errada, as guerras e a enorme desigualdade deixam claro que ainda estamos na adolescência rebelde de nossas escolhas.

Muitas vezes pensamos que os motivos para o nosso mundo estar assim tem sempre um fator externo àquele que observa. Sendo assim, se a causa está fora de mim, não tenho como atenuá-lo, certo? Seríamos vítimas, então?

Talvez seja este o início do fio da meada. Acredito que a maioria humana concorda que as coisas não vão bem, basta olhar para o lado e veremos dor e sofrimento de variadas formas, e até mesmo dentro de nós. Mas, quantos acham que podem fazer algo para mudar isto? Acredito que bem poucas.

Chego a concluir que as pessoas não são más ou indiferentes, mas são descrentes. Não acreditam que haja meio ou forma de mudar profundamente o mundo como é. O mundo não é assim. O mundo está assim! Ainda! Nada permanece infinitamente igual, não é? A própria vida não nos mostra isto?

Se pensarmos que cada um de nós não pode fazer nada, estamos errando já de saída. Mas, uma boa notícia: Temos o Manual de instrução! Sim, temos gravado em nós, bem dentro de nossas consciências o melhor caminho para trilhar em rumo à nossa evolução. E onde leva essa evolução? À felicidade. À real, verdadeira e duradora felicidade.

Não é um comercial fanático que estamos falando aqui. O Criador, seja qual o nome que você queira dar, Deus, não nos deixou assim perdidos sem mapa ou bússola. Nosso Mestre, amigo, Arquiteto, o Administrador veio entre nós para traduzir o que vários outros já haviam dito antes e outros vieram também depois, mas Jesus ensinou didaticamente como e o que fazer.

Se é assim, por que temos nos desviado ou teimado tanto, persistido em caminhos que levam ao sofrimento? Por que estamos, no fundo do aprendizado, tentando nos livrar de dois fundamentais erros humanos: o orgulho e o egoísmo.

Somos criados perfeitos, com potenciais em combinações que faz de cada um de nós um ser único e imprescindível. Mas, todo esse presente, deve ser descortinado, tal qual uma semente que poderá vir a ser uma árvore, uma planta, arbusto, flor etc.

Cada encarnação é essa terra, sol, água e ar de oportunidades para que possamos desenvolver o que já está em nós, embora ainda, sem cor, sem som, nem aroma. Ao sermos criados na perfeição, é como uma figura só com contorno, um desenho só de traços, sem preenchimento nem colorido. Vamos colorindo a cada vivência com as cores que escolhemos.

Num determinado momento, a soma de todas as cores será um branco radiante, indescritível, um brilho ao que associamos aos Espíritos de Luz.

O quanto vamos levar em tempo para chegarmos à essa perfeição, depende também de cada um. O Manual está aí para quem tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir. É tão simples, tão profundo, tão belo, tão perfeito, assim como o Mestre, à imagem do Criador.

Mas, o que nos impede ou embaraça? O medo. Toda a criação é fundamentada no Amor. Não o amor que conhecemos, impregnado de apego, dor, ciúmes e controle, mas o Amor incondicional. E o contrário deste Amor não é ódio, mas é o medo. Ainda trazemos o medo ancestral da noite, do ataque selvagem, da escassez, de abrigo e permanecemos neste medo insano que nos leva ao egoísmo. Por medo da falta, por medo de não ter de novo, nos agarramos para nos defender de maneira insana. E o outro vilão da história o orgulho? Este é bem ardiloso pois se disfarça em crenças, religiões, e até timidez! Nos enganamos misturando as noções de que somos vítimas, somos injustiçados para nos convencermos de que fomos agredidos e injuriados, quando, muitas vezes é o nosso orgulho, lá dentro de nós, pulsando.

Daí vem o Manual, a bússola também chamada Evangelho.

Em sã consciência ninguém pode refutar que os ensinamentos “puros” do Cristo são universais, eternos e incontestáveis. Mas, infelizmente, a sua palavra tem sido deturpada e tingida de uma roupagem tão contraditória e absurda.

Mas, vamos recapitular: do que fala o Mestre? Fala de Amor, paz, verdade, esperança, confiança, fé, caridade.

Ele diz que somos o sal da terra, a luz do mundo. Lembra que fomos criados pela matéria prima do Amor divino. Temos isto em nosso DNA físico e espiritual. Jesus nos ensina a sentir isso em cada átomo, grão de areia, cada folha.

Através da fé, do desapego, do perdão, aceitação, tudo fica menor diante do assombro que é a Vida! De que vale essa vida sem a dimensão maior da existência? O Mestre nos fala da alegria em sofrer. A dor nos nivela como irmãos, nos causa empatia. Mas, não morar na dor. Deixar que ela vá em forma de nuvem que traz a luz. Traz a verdade, traz a paz.

Ele nos ensina como tirar o medo através da fé, crendo que a vida nos traz o que necessitamos, tudo está certo como deveria a cada momento, pois faz parte da Lei toda causa tem um justo efeito.

Somos um pontinho na infinita malha do Universo. Influenciamos e somos influenciados por tudo e por todos. Estamos ligados por esta malha universal. Portanto, temos significado, relevância e importância. Todos têm. Nem mais, nem menos, todos!

Então, de que adianta o egoísmo? Se a dor do outro dói em mim mesmo que eu não tenha isso claro em minha mente? Se o orgulho é como segurar espinho em brasa, queimando em silêncio a quem o segura?

Vamos nos convencer de que a pureza e simplicidade destes ensinamentos não tem nada de extravagante. É para todos, sem distinção. Tente tirar a cruz, os rituais, datas, cores, símbolos, cultos, tire até mesmo a bíblia, e deixe apenas o conceito primordial. Sinta essa linguagem pura e universal.

Temos em nós a amorosidade, sabemos o que fazer ao outro: o mesmo que queremos que nos façam. Se confiamos na vida, perdoamos sem pensar em justiça, pois a vida é justa. Não tememos a escassez, porque a vida é farta. Não teremos desespero, pois nunca estamos sós, temos um anjo de guarda a nos guiar. O Amor é elástico, infinito, ao olharmos para nossos corações, pensarmos na luz que provém dele, já de imediato podemos sentir conforto e alívio. Se exercitarmos para que essa luz interior flua, num pensamento, ela realmente flui, nos envolve e transborda ao redor.

Assim, voltamos ao ponto que cada um pode fazer um pouco para a melhora do planeta. Muitos dirão que não adianta, que muitos já tentaram em vão. Esse é um pensamento conformista. Para tudo há solução. A evolução é natural, nada impede essa Lei.

A cada encarnação, somos convidados ou atraídos para experenciar lugares e vivências aqui na Terra. Já podemos ter reencarnado em diversas situações, ora de paz, ora de guerra, já sofremos com a carência, já tivemos fartura, já fomos de várias cores, idiomas, diferentes gêneros, tudo isto está em nós, tanto as boas quanto as más vivências. Mas, todas são boas. Todas são válidas. Como dissemos, são poucos momentos diante da eternidade de nossas almas.

Por isso, não pode ser tão difícil se tomarmos a resolução de seguir a uma só voz: a da nossa consciência. Aquela inscrição lá no fundo gravada no momento da nossa criação:

AMAR DEUS SOBRE TODAS AS COISAS. AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO.

Denise Patti Vitiello
Voluntária do Grupo Socorrista São Paulo

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