William Netto Candido

Como não poderia deixar de ser, a primeira mensagem será para homenagear o fundador de nossa Instituição – William Netto Candido. Conheci o Grupo Socorrista em 2006 por indicação de duas amigas que frequentavam a casa. Eu estava com um problema de saúde e muito triste por diversas situações na minha vida e resolvi conhecer esta casa tão bem recomendada. Eu não sabia nada sobre espiritismo, até mesmo não gostava de ouvir sobre o assunto, apenas por medo do desconhecido. Cheguei lá num dos dias para marcar a cirurgia espiritual, o William estava dando a palestra explicativa…”Que bravo esse senhor”, eu pensei… no dia da explicação ele era muito sério… Eu fiquei muito emocionada e chorava muito, sem entender porquê, já que não tinha dor alguma e nem era tão grave o meu problema. Somente tempos depois eu entenderia que se tratava de uma mudança de energia, uma atmosfera tão diferente da que eu estava acostumada, aquele lugar meio mágico e ainda misterioso, tudo foi bastante interessante como experiência. Eu não entendia quase nada da explicação que ele nos dava, tamanha era a emoção que eu sentia por estar lá. Voltei na quinta-feira para a primeira palestra. E que surpresa! Não mais aquele cara sério e quase bravo… mas uma pessoa sorridente, cheia de alegria e, por incrível que pareça, contando piadas! Eu ri muito e mais surpresa ainda por ver tantas pessoas de diversas idades e variados problemas de saúde rindo pra valer! Sensacional! Fiquei imaginando como seriam outros centros espíritas, mas não tive dúvidas de que este era totalmente diferente em seu conceito básico: fazer do riso o momento de descontração para abrir os corações e, de encontro com a emoção, mudar o estado vibracional de cada um. E, assim, com aquele sorriso lindo, aquelas brincadeiras que ele improvisava – incentivando casais brigados a reatar, fazia filhos ligarem para seus pais com quem não falavam há tempos; com as piadas que lia – pois os amigos mandavam para ele ler para nós – contando de sua própria vida como se fosse um livro aberto; distribuindo rosas para cada um no final da palestra com músicas do Roberto Carlos ao fundo, o William me cativou, me fez chorar, rir, pensar, me convenceu, que, dentro da simplicidade do processo da cura espiritual, nada mais nada menos do que Jesus estava ao nosso lado, sempre! E, como ele dizia, Deus nunca nos desampara! Ele me mostrou que o perdão é o caminho para a liberdade, me fez ver que o egoísmo e o orgulho só trazem dor e sofrimento, que a caridade traz alegria e sentido às nossas vidas. Vi naquele homem tão comum, um ser extraordinário, que dedicou grande parte da sua vida a um trabalho em favor de outros seres. Uma pessoa que abriu um espaço enorme em sua vida pessoal e profissional para trabalhar numa causa tão bonita, unindo o mundo físico e o espiritual, onde ele transitava com tanta tranquilidade! Para viver, ele escreveu vários livros, e com eles se manteve financeiramente. Mais um lado encantador deste homem magnético e carismático! Suas peças encenadas no teatro mostrava o seu lado menino, criando personagens que nos fazia chorar de rir, e não era quase nada ensaiado, era improviso de seu lado criativo e senso de humor sempre ampliado. Fiz três cirurgias e fiquei curada! Gratidão eterna! Bem, a esta altura, três meses frequentando a casa, eu não queria mais ir embora. Foi então que pedi se eu poderia trabalhar lá. Qualquer coisa eu faria, eu disse, pode ser faxina até, já que não sei fazer nada deste tipo de trabalho! Ele sorriu e disse: também não é assim! Há muito o que se possa fazer com boa vontade de ajudar. Fui aceita como voluntária e de lá só saio quando me for deste mundo, para, com certeza, ir bater na porta lá do lado espiritual e pedir mais uma oportunidade de continuar a servir com carinho e gratidão. Não tem palavras com significado suficiente para definir a gratidão e o carinho que sinto por você, William, agora afastado do trabalho, para se refazer e se cuidar um pouco. Você deixa um vazio insuperável entre os que conviveram com você, mas o seu exemplo e força permanencem e se perpetua pelo seu filho e nós que tentamos manter o seu nome e de sua casa como sinônimo de fé! Obrigada por tudo. Quem o conheceu, não esquecerá jamais! Fique com Deus. Denise Patti Vitiello Voluntária do Grupo Socorrista São Paulo

Evangelho no Lar. Você sabe o que é?

A Doutrina Espírita nos ensina que devemos proteger nosso lar de más influências e uma das ferramentas para isso, é por meio do Evangelho no Lar que, aliás, não é prerrogativa da Doutrina. Todas as religiões podem e devem fazê-lo. Com a prática da oração constante e a assimilação do Evangelho, poderemos nos libertar de todas as mazelas que nos acompanham, fortalecendo-nos física e espiritualmente, envolvendo a todos de nossa casa, iluminando-nos sempre. A vida agitada de hoje dificulta, mais do que nunca, a reunião dos familiares para a troca de ideias, a reflexão em conjunto, a busca de referenciais de pensamento e ação. Atualmente, não podemos contar sequer com o horário das refeições e cada um vai levando a sua vida. O culto do Evangelho é uma forma de reunir a família em torno de um objetivo comum sob a assistência dos Benfeitores Espirituais. A comunhão familiar onde todos conversam, trocam ideias, comentam suas atividades à luz dos ensinamentos de Jesus, representa o mais eficiente estímulo para o estreitamento das ligações afetivas, transformando o lar em porto de segurança e paz, com garantia de equilíbrio e alegria para todos. ROTEIRO P/ O CULTO DO EVANGELHO NO LAR 1- Participantes · Todas as pessoas, integrantes ou não da família, podem participar do culto; · A participação dos adultos é facultativa, embora todos devam ser convidados a participar do culto. O melhor argumento para motivar os que não queiram participar será a mudança do comportamento traduzida pela reforma interior daqueles que dele participam; · As crianças da casa devem ser estimuladas, sempre que possível, a participarem do culto, devendo os adultos adequar os temas e os comentários ao nível delas. 2-Duração - A duração do culto não deve ultrapassar 15 a 30 minutos. Toda­via, uma vez fixada a duração em cada lar, o horário passará a ser rigorosamente cumprido, visando a facilitar a assistência espiritual. 3- Roteiro - Escolher um dia da semana e fixar horário (qualquer dia e qualquer horário) para o culto do evan­gelho, de preferência aquele em que seja possível a presença de todos os elementos da família. - Quando, por motivo de força maior, o culto não puder ser realizado no dia e hora fixados, poderá a família escolher outro dia e hora da semana, devendo comunicar, previamente, a espiritualidade, durante o culto anterior. - Meia hora antes, desligar rádio, televisão e, se possível, harmonizar o ambiente com música suave. - Colocar uma jarra de água natural, para ser fluidificada ou copinhos com água para cada participante. - Leitura, sem comentários (para acalmar o ambiente), de uma página de um livro (Fon­te Viva, Caminho Verdade E Vida, Pão Nosso, Vinha De Luz, Palavras De Vida Eterna, Agenda Cristã, Jesus No Lar, Luz No Lar, O Evangelho Em Casa E Outros); -Prece inicial cumprimentando a espiritualidade ali presente e pedindo assistência para o estudo a ser desenvolvido; esta prece constitui elo com a espiritualidade e permite o equilíbrio do pensa­mento das pessoas presentes, para melhor aproveitamento das lições. - Fazer uma higienização mental (em voz alta, mesmo que esteja sozinho), imaginando uma luz de alguma cor bem tranquila (branco, rosa, amarelinho, verde, azul) percorrendo todos os cômodos da casa, começando pela porta do prédio (ou da casa), até a porta de entrada, percorrendo tudo e terminando no cômodo que você estiver. Limpando miasmas, formas pensamentos negativas, poeira espiritual, etc. - Leitura e comentários de um tópico de O Evangelho segundo o Espiritismo, estudado de forma sequencial; começar do começo e ir até o fim, não importando o quanto se leia (de uma frase a 1 página). Após a leitura pode se fazer um breve comentário a respeito. Nessa hora não é pra “lavar roupa”, ok? A gente sempre acha que o que lemos é para o outro‼! - Vibrações: Eis o ponto culminante da reunião, em que passamos para a condição de doadores. Vibrar é doar, e todos nós temos algo de bom a dar em favor do próximo. Um bom pensamento, uma palavra de carinho, um sentimento de bem que enviamos é doação, é Caridade. Devemos vibrar por todos da família, amigos, parentes que possam estar doentes. Joanna de Angelis – mentora de Divaldo P. Franco- diz que quem faz o evangelho em um prédio, uma luz se acende nele inteiro. - Prece de encerramento, simples e espontânea, agradecendo ao Senhor da Vida e ao Plano Espiritual que deram sustentação ao Evangelho num clima de paz e harmonia. 4- Recomendações: Em nenhuma circunstância, permitir que o culto seja transfor­mado em Sessão Mediúnica. Para isso existe o Centro Espírita. A presença de visita, não deve ser motivo para suprimir a Reunião. no caso de se perder o dia da reunião em determinada semana, pode-se continuar na próxima; Se você souber que não poderá fazer na semana seguinte, avise a equipe espiritual, pois eles estarão lá! quando toda a família participa e acontecer de ter uma só pessoa no dia marcado, a reunião deve acontecer normalmente; faça em voz alta. no caso de viagem, a família pode realizar a reunião onde estiver; pode ser que no começo, tudo conspire para que você não implante seu evangelho no lar. É assim mesmo. Persistência… · O culto exige uma opção: ou reservamos um dia e hora exclusivamente para ele, ou não conseguiremos implantá-lo. É fundamental, portanto, que o compromisso com ele prevaleça sobre todos os demais interesses. · O Evangelho Não Tem Contra- Indicação Qualquer dúvida, entre em contato conosco! Tânia M. B. d'Almeida